sexta-feira, 6 de maio de 2011

o mais alto pico

ontem foste o mais alto pico
que vi através da boa sorte
voltei a desejar e hoje fico
dançando a música da morte

havia calor, desejo e sossego
mais a garantia do bom sono
prazer, riso e o grande apego
os braços unidos com abono

fez-se o desgosto e o ciúme
em direção ao bronco cume
da angústia incomensurável

meu coração, qual o da criança
dança selvagem, porém dança
o ritmo do passado indomável

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

aniversário de 23 anos

tudo o que vês é monitor
de computador, indolor
e bons votos eletrônicos
nunca mais faraônicos

certo dia a data querida
foi motivo de aguerrida
alegria de coca e coxinha
presentinho e festinha

hoje ainda aniversario feliz
com amor e amigo, que diz
"vejo brilho novo em tua tez"

e parcimoniosa e calmamente
vem a idade nova, e o latente
medo que enseja a embriaguez

domingo, 20 de setembro de 2009

acj por sylvia telles

reparem na orquestra a partir de 2:00
arranjos e orquestração de antonio carlos jobim


quarta-feira, 29 de julho de 2009

soneto à memória de catatau

tal os tipos típicos do poder
fizeste quase nada para obter
o respaldo próprio à elegância
mesmo cachorro! extravagância!

eras o verdadeiro proprietário
daqueles jardins de burle marx
e no campus, feito latifundiário
cor legaste ao vento dos parques

tua cabeça e tua pelagem tricolor
não verão mais cafuné nem o calor
de rolar na relva com o nandinho

a sete palmos entoas o canto
da multidão que sem espanto
viu o cachorro além do focinho

Morte de cão emociona alunos e funcionários da UFSC

um siso, duas vidas

'para longe de mim co'essa broca!'
grita o banguela banhado em sangue
'temo pelo meu maxilar e a bolota
na cara, depois de seco esse mangue'

mas a ciência implacável do doutor
ignora nadalém doutro grito de dor
entra zelosa nas entranhas da gengiva
até tornar vermelha a incolor saliva

a calma agora atende por anestesia
no cosmos que é a boca do humano
cuja carne rósea, exposta em demasia
se entrega cega ao aço inox do tirano

enfim, terminada a pestilenta serenata
tiradentes, paciente, cada qual, um nada

sábado, 4 de julho de 2009

soneto ao segundo SAAB

eis que chega, finalmente, na cidade azul
o segundo sarau bélico, sem chumbo, nu
arcabouço desejado para que todos gritem
ou apenas brindem, amem ou se pintem

venham todos sujar a cara, brincar de funda
ao invés de arma, mas, e se pegar na bunda?
não há problema, pois podes ir na fé
que a guerra vai ser contra o que não dá pé

então, querido amigo, aí, solitário no cais
traz a tua guitarra com o adesivo da Mormaii
cante com a gente ao infante som da rebeldia

chega junto lá na Andrade e mostra o artifício
que usa para ludibriar e embelezar o teu vício
de ser esse novo homem a nascer da gritaria



P.S.: não esqueçam, o II Sarau da Andrade Artigos Bélicos acontecerá no sábado que vem (11/07), em Tubarão, na casa do Lucas (esquina da januário alves garcia com pio XII, 110, centro, margem esquerda - MAPA: http://tinyurl.com/ocollu). não se acanhe, traga sua banda, canção, poema, vídeo, número de dança, de mágica, o que quiser. e se não tiver nada em mãos, pode vir só pra olhar também. everyone's welcome!

sábado, 27 de junho de 2009

jacko's sonnet

well, last night i had a dream
i heard the loudest scream
that came from your mouth
and saw a rocking body's south

there were you and me, together
on the boogie floor, whether
we enjoyed ourselves or not
anyway we were kind of hot

we found gals hanging out there
two little ones that were so fair
we didn't fear their passin' fancy

hey, that's pretty exciting now
to figure out that you, somehow
really made me feel like dancing